O caramelo derretido na panela da minha avó, lento, dourado, envolvendo a casa num abraço doce que parecia eterno.
A baunilha no ar, enquanto ela cantava baixinho, uma melodia simples, mas cheia de alma, daquelas que não se esquecem, que ficam guardadas no peito mesmo quando o tempo passa.
As flores do jardim que embalavam a minha infância, coloridas, vivas, dançando ao sabor do vento, como se cada pétala soubesse exatamente quem eu estava a tornar-me.